Uma história cultural do
xadrez
O xadrez é um
jogo especial por combinar várias características. Em primeiro lugar, o acaso não existe no xadrez: ninguém
ganha uma partida porque “teve sorte”, nem perde porque “teve azar”. Trata-se
de um jogo movido apenas pelo raciocínio dos dois jogadores, que são os únicos
responsáveis pelo resultado. Nesse sentido, pode ser dito que trata-se de um
jogo perfeitamente existencialista ¾ nele estamos, como numa expressão de Sartre,
“sós e sem desculpas”.
Em segundo
lugar, o xadrez é de extrema complexidade. Jogado num tabuleiro de 64 casas,
cada jogador tem inicialmente 32 peças de seis tipos, cada qual com
importância, movimentos e possibilidades de captura específicos. Apenas os
quatro primeiros lances podem produzir cerca de 72 mil diferentes posições. Os
dez primeiros lances podem ser jogados de cerca de 170 seguido de 27 zeros
maneiras diferentes. Trata-se, portanto, de um jogo de possibilidades
inesgotáveis.
Em terceiro
lugar, o xadrez é especial por sua antiguidade histórica.2 Sua origem é controversa. Alguns pesquisadores
acham que surgiu no Egito ou na China, mas geralmente considera-se que o xadrez
teve origem num jogo com o nome sânscrito de chaturanga, que já existia na região do Ganges, na Índia, no início
do século VII. É possível que tenha sido inventado vários séculos antes. De
qualquer forma, é jogado, com poucas variações importantes, por mais de mil
anos.

Outra
característica notável do xadrez é que as partidas podem ser registradas e
posteriormente reproduzidas, lance a lance. Com isso, o acervo histórico de
partidas vai sendo sempre aumentado --
e, como todo acervo, o do xadrez possibilita a existência de uma memória sobre
o jogo que é uma fonte de aprendizagem e prazer estético. Existe, por exemplo, um
problema de xadrez composto por um califa árabe chamado Mutasin Billah em 840
d.C. Temos também o registro de uma partida jogada em 940 d. C. e vencida por
um grande jogador árabe de origem turca chamado As Suli (c.880-946), que
encantava a corte em Bagdá no início do século X. Sobre esse jogador chegou até
nós o comentário de um homem importante da época que, perguntado sobre a beleza
das flores de um determinado jardim, respondeu que a forma de As Suli jogar
xadrez -- isto é, seu estilo -- era mais bonita do que aquele jardim e todas
suas flores. O fato de podermos reproduzir essa partida e igualmente sentir seu
encanto e beleza preservados por 1050 anos é uma característica que confere ao
xadrez um lugar único entre todos os jogos.

Finalmente, o
xadrez é um jogo especial por sua extraordinária difusão através das mais
variadas culturas e civilizações. Esse é um ponto sobre o qual gostaria de me
deter com mais atenção. Como disse, no início do século VII existia na Índia um
jogo chamado chaturanga, considerado
precursor direto do xadrez. Esse jogo foi disseminado através do continente
asiático principalmente pelos budistas, e adaptado ao acervo cultural de
diversos países, como China, Coréia e Japão.
A difusão para o
Oeste é razoavelmente bem documentada. O jogo alcançou a Pérsia por volta de
625, recebendo o nome de chatrang.
Após a conquista árabe da Pérsia (631-51), o jogo, agora batizado com o nome
árabe shatranj, conheceu uma época de
grande florescimento. O islamismo proibia os jogos de azar, mas o shatranj era considerado um jogo de
guerra, e, por isso, permitido. Vários califas tornaram-se aficcionados do
jogo, e os melhores jogadores recebiam dinheiro para jogar, ensinar e escrever
livros.

O shatranj foi levado para a Rússia a
partir do século IX, principalmente através da rota de comércio Mar
Cáspio-Volga. Cristãos bizantinos difundiram o jogo pelos Bálcãs e Vikings fizeram o mesmo na
região do Báltico, tudo isso num período anterior à conquista mongol de 1223.
Os mongóis também apreciaram o jogo, especialmente na corte do imperador Tamerlão. O shatranj chegou à Europa Ocidental entre
os séculos VIII e X por três rotas: inicialmente com os invasores mouros da
Península Ibérica; depois, através do Império Bizantino no Leste, e,
finalmente, com os sarracenos (invasores
islâmicos da Sicília). Por volta do ano 1000 o jogo já era amplamente conhecido
na Europa.

A Igreja a
princípio se opôs ao jogo, possivelmente devido ao uso freqüente de apostas.
Surgiram alguns editos proibindo o clero de jogar, notadamente um do cardeal
Damiani em 1061. Entretanto, por volta do século XIII essa proibição foi
relaxada ou esquecida, e o xadrez passou a gozar de popularidade entre várias
ordens religiosas. Alguns de seus membros inclusive usaram o xadrez em
alegorias conhecidas como “moralidades”, comuns na literatura européia da Idade
Média, e que tentavam dar uma explicação simbólica ou alegórica do jogo,
encontrar paralelos entre a organização da vida e atividade humanas e o xadrez.
Essas alegorias geralmente consideravam o jogo como emblemático da condição
social da época.
Vejamos um
exemplo dessas “moralidades”. A mais antiga conhecida é da metade do século
XIII, e ficou conhecida como “moralidade de Inocêncio”, por ter sido atribuída
ao papa Inocêncio III (papa entre 1198 e 1216).Ao que tudo indica, no entanto, foi obra de um monge galês. O
texto diz o seguinte:3
“Este mundo todo
é como um tabuleiro de xadrez: uma casa é branca, outra casa é preta, e assim representa o duplo
estado de vida ou de morte, de graça ou pecado. A família que habita esse
tabuleiro é formada pelos homens deste mundo,
que
-- tal como as peças saídas todas
da mesma bolsa -- procedem todos de um só ventre materno. E, tal como as peças,
assumem seus postos nos diferentes lugares deste mundo, cada um com sua própria
denominação. O primeiro é o Rei,
depois a Rainha, em terceiro lugar a Torre, em
quarto o Cavalo, em quinto o Bispo e em sexto o Peão. E o caráter do jogo é tal
que um toma o outro e, com o jogo terminado, assim como todos tinham saído da
mesma bolsa, a ela voltam. E então já não há diferença entre o Rei e o pobre
Peão, pois acabam do mesmo modo o rico e o pobre. E com freqüência acontece que, quando se devolvem
as peças, o Rei fica por baixo, no fundo do saco; e assim também acontece com
os grandes que ao sair deste mundo são sepultados no inferno; enquanto os
pobres são levados ao seio de Abraão.”
Temos aqui uma
alegoria bastante explícita do nascimento e morte como comuns a toda a
humanidade. Essa imagem foi muito popular através de toda a Idade Média, e
mesmo depois. É mencionada, por exemplo, no Dom
Quixote, de Miguel de Cervantes. Aliás, há muitas referências ao xadrez em
fontes literárias medievais, principalmente romances. Há passagens sobre reis
resolvendo questões de Estado através do jogo, condenados jogando enquanto
esperavam a execução, tabuleiros mágicos feitos pelo mago Merlin etc. Rabelais
tem uma longa descrição de um jogo de “xadrez vivo”, isto é, com pessoas
ocupando o lugar de peças. Mas voltemos à “moralidade”, que prossegue
descrevendo agora o movimento das peças:
“A Rainha move-se e toma [isto é, captura
peças adversárias] na diagonal [essa é uma regra antiga], de modo torto, pois a
mulher é tão cobiçosa que só toma tortamente, por obra da rapina e da
injustiça. A Torre é o justiceiro que
percorre toda a terra em linha reta como sinal da justiça com que tudo julga e
de que por nada deve seu ofício
corromper-se. [...] O movimento do Cavaleiro
é composição de reto e torto. O reto, representando o direito que tem, em
justiça, como senhor da propriedade, de cobrar impostos e de impor justas penas
conforme o exija o delito; representando as injustas extorsões a que submete os
súditos. [...] Os Bispos movem-se
oblíqua e tortuosamente duas casas [outra regra de movimento antiga] porque
muitos prelados se pervertem pelo ódio,
amor, presentes, ou favores para não corrigir os delinqüentes nem ladrar contra
os vícios, tratando os pecados como um terreno arrendado por uma taxa anual. E
assim enriquecem o diabo, fomentando os vícios ao invés de extirpá-los e se tornam procuradores do diabo.
[Observar o anticlericalismo do texto!] Os Peões
são os pobres que andam uma casa em linha reta, pois enquanto o pobre
permanece na sua simplicidade vive honestamente, mas, para tomar, se corrompe e
o faz tortamente, pois pela cobiça se bens ou honras, sai do reto caminho com
falsos juramentos, adulações ou mentiras.”

Finalmente, há uma passagem interessante sobre o desfecho do jogo:
“O diabo diz: xeque! incitando ao mal e ferindo com o
dardo do pecado. E se o atingido não sai rapidamente dizendo: livre!, pela penitência e compunção do
coração, o diabo lhe diz: mate!,
levando sua alma ao inferno de onde não se poderá livrar de modo algum.”
Pulei
propositalmente a parte referente aos movimentos do Rei, porque aqui há um ponto importante. Deve ter ficado claro que
o princípio subjacente aos movimentos das peças, para o autor da “moralidade”,
é que um movimento reto simboliza um movimento/ação moralmente correto, justo;
um torto ou na diagonal significa um movimento/ação moralmente incorreto,
injusto. Ora, o Rei move-se e captura uma casa em todas as direções ¾ com
movimentos, portanto, “retos” e “tortos”. Entretanto, a figura real era
considerada de origem divina e fonte da justiça, e, portanto, não podia fazer
movimentos “tortos” na vida. Qual a solução? O moralista falsificou os movimentos da peça, suprimindo os movimentos
“tortos” e dizendo que o Rei se movia apenas retamente.4 No entanto, naquela época ¾ como
hoje ¾ essa
peça se movia e capturava em todas as direções.

Temos aqui um
exemplo claro de que o interesse maior dessas “moralidades” era com a alegoria e não com o jogo. Isso não quer
dizer que as moralidades não tenham
tido importância para
o desenvolvimento do jogo na
Europa. Possivelmente elas divulgaram o xadrez e ajudaram
a diminuir o preconceito eclesiástico inicial. Mas, como o historiador do
xadrez Murray nota5, “para o moralista a
fábula era de muito maior importância do que os detalhes do jogo, e os detalhes
tinham que se encaixar na explicação, e não o inverso.” O xadrez fornecia
apenas a moldura para as alegorias. O alvo das “moralidades” era outro.
Nem todas as
alegorias medievais, é bom notar, eram de fundo religioso. Há um poema francês
do século XIV, chamado Les échecs
amoureux que é a descrição, movimento por movimento, de um jogo entre uma
dama e seu pretendente. O paralelo entre amor e xadrez aparece também num livro
publicado em 1497 pelo espanhol Luís Lucena, intitulado Repetición de amores e arte de axedrez.
Por volta de
1475, ocorreram algumas mudanças significativas nas regras do jogo, que
modificaram o xadrez árabe e deram origem ao xadrez moderno na Europa
Ocidental. Basicamente, o ritmo do jogo foi acelerado e algumas peças
substituídas. Os primeiros livros sobre
a nova forma do jogo foram todos escritos na Península Ibérica.
Na segunda
metade do século XVI, o jogo teve um grande desenvolvimento, e os melhores
jogadores passaram a ser patrocinados por mecenas, inclusive reis. Nessa época também começaram a surgir
torneios. O mais antigo documentado ocorreu em 1575 na corte de Felipe II da
Espanha, quando se enfrentaram jogadores espanhóis e italianos. Venceu o
italiano Giovanni Leonardo, que recebeu mil ducados, uma capa de arminho e
durante vinte anos sua cidade natal Cutri, da Calábria, esteve isenta de tributos.
Desde então, o
xadrez atravessou todas as tendências históricas e modas culturais que
surgiram. A partir de 1730, passou a ser muito jogado em cafés, como o de la Régence, em Paris, um dos mais
famosos pontos de encontro de xadrez de todos os tempos, com frequentadores
ilustres como Voltaire, Rousseau, Robespierre, Benjamin Franklin, Napoleão e
Richelieu. O xadrez também não ficou alheio ao igualitarismo iluminista da fase
pré-revolucionária. Cinqüenta anos antes da tomada da Bastilha, foi publicado o
livro fundador do xadrez moderno, por um compositor de música e jogador de
xadrez chamado Philidor (1726-95) ¾ L’
analyse des échecs, que teve
enorme sucesso. Nesse livro, é pela primeira vez descrita a estratégia do jogo
como um todo e afirmada a importância decisiva da formação de peões, até então
os elementos menos considerados do jogo, por serem o de menor poder ofensivo.
Mas era época do Iluminismo, e os peões
foram revalorizados por Philidor numa frase famosa: “eles são a alma do xadrez.”

A partir daí, a
teoria sobre o jogo foi desenvolvida de forma ininterrupta. Surgiram várias “escolas” que preconizavam
diferentes estilos ou maneiras de conduzir as partidas de xadrez, como a
“Escola Modenense” (de Modena, uma cidade italiana), que em geral se opunha aos
ensinamentos de Philidor, preconizando a importância fundamental do ataque
rápido e direto ao Rei inimigo através das peças. No final do século XIX,
Wilhelm Steinitz (1836-1900) desenvolveu críticas ao xadrez de estilo
“romântico”, que defendia o ataque rápido a todo custo, e mostrou a importância
da defesa e do acúmulo de pequenas vantagens ao longo do jogo. Ele propunha uma
apreciação científica, objetiva do jogo de xadrez. Já um adversário seu, o
médico alemão de origem judaica Siegbert Tarrasch (1862-1934), via a partida de
xadrez como a imagem de uma guerra: a fase de abertura da partida correspondia
à mobilização, ao desenvolvimento estratégico e ao engajamento nos combates
iniciais; o meio da partida era a
batalha propriamente dita, onde se decidia a vitória, e o final, a realização
da superioridade obtida nas fases anteriores. Em sua teoria do jogo,
Tarrasch distinguia três
elementos principais: as
forças, o espaço
e o tempo,
que seriam permutáveis entre si, um podendo
transformar-se no outro. Na década de 1920 surgiu, em reação a princípios
considerados formalistas e ortodoxos como os de Tarrasch, um movimento batizado
de “hipermodernismo”, cujos expoentes permitiam ao adversário ocupar a posição
central do tabuleiro ¾ mantendo
no entanto um controle estratégico, à distância, desse centro ¾ para depois contra-atacar e demolir suas posições.

Não vou falar de
todas as “escolas” e tendências modernas. Mencionei algumas apenas para dar uma
idéia da variedade de estilos e concepções a respeito do jogo. Hoje em dia, o
tempo das “escolas” passou, importando mais o estilo individual para determinar
a maneira pela qual os grandes jogadores atuam. Essas “escolas” têm a ver, é bom notar, com grandes jogadores, e
não com a maioria absoluta de jogadores amadores, que não dominam sutilezas
teóricas a respeito de estratégia, nem são virtuosos táticos ¾ jogam
apenas por distração.
Evitarei a
soberba intelectual de “explicar” ou “decifrar” o “significado” do xadrez,
reduzindo-o a fórmulas do tipo “o xadrez representa não-sei-o-quê” ¾ a
guerra, a luta, a vida etc. A esse respeito, gostaria de lembrar o livro do
filósofo holandês Johan Huizinga, publicado em 1938, Homo Ludens, que tem o subtítulo de “O jogo como elemento da
cultura.”6 Observar que é “da”
cultura, e não “na” cultura, porque para Huizinga a própria cultura possui um
caráter lúdico: ela é “jogada”. É um livro difícil, com algumas passagens bastante obscuras. De
qualquer forma, um dos pontos altos é quando Huizinga ressalta os perigos do
reducionismo racionalista: o jogo em si não
se pode explicar. Ele possui um
caráter estético, de divertimento,
que resiste a toda análise e interpretação lógicas: o importante do jogo está no próprio jogo, e não, como nos
rituais, em algo além dele, que ele “representa”.
Uma afirmação
que parece bastante plausível em relação aos jogos em geral é que eles estão
intrinsecamente relacionados às características sociais e culturais das sociedades em que são jogados, que
são ritualizações de componentes culturais dessas sociedades, e que não podem
ser “compreendidos” sem que o analista leve em consideração esses vínculos.
Essa afirmação segue um esquema de pensamento bastante característico das
ciências humanas contemporâneas, e que é aplicado em vários contextos e a
vários objetos. A história do jogo de xadrez, no entanto, coloca alguns
problemas à universalidade dessa afirmação, porque trata-se de um jogo transcultural, presente em culturas ¾ e mesmo
civilizações ¾ muito
distantes no tempo, no espaço e em
características culturais. Uma crítica “nominalista” poderia dizer que “xadrez”
é apenas uma palavra que, apesar de comum a diferentes culturas, representa na
realidade jogos diversos, posto que jogado e representado culturalmente de
diferentes formas. Isso pode ser válido para outros jogos, talvez mesmo para a
maioria, mas no caso do xadrez esse argumento é fraco. As “moralidades”,
“escolas” e outras apropriações culturais do jogo são claramente acessórias.
Para além delas, permanece uma estrutura de jogo razoavelmente imutável e que
atravessou dessa forma diferentes contextos culturais através de vários
séculos.

Para encerrar,
um poema:
“O
thou whose cynic sneers express The censure of our favourite chess, Know that
its skill is science’ self,
Its play distraction from distress;
It soothes the anxious lover’s care, It weans the
drunkard from excess; It counsels warriors in their art,
When
dangers threat, and perils press; And yield us, when we need them most,
Companions in our loneliness.”7
Esse poema foi
escrito pelo califa al-Mu‘tazz, por volta do ano 900 ¾ ou seja, há mil e cem anos. É bem possível que
a atração que o xadrez exerce sobre quem o joga hoje seja a mesma exercida
sobre aficcionados de outros tempos, de outras culturas. Isso, por si só, seria
suficiente para tornar o jogo de xadrez uma experiência humana muito especial.
NOTAS
1. Pesquisador do
CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, doutorando em Antropologia Social no
PPGAS/Museu Nacional/UFRJ, autor de O
espírito militar: um estudo de antropologia social na Academia Militar das
Agulhas Negras (Jorge Zahar, 1990), co- organizador de Visões do golpe: a memória militar sobre 1964 (Relume-Dumará, 1994)
e Anos de chumbo: a memória militar sobre
a repressão (Relume-Dumará, 1994).
2. Para a história do xadrez, baseei-me em
vários livros, principalmente: David Hooper
& Kenneth Whyld, The Oxford
companion to chess (Oxford, 1988); H. J. Murray, A history of chess (Oxford, 1913); R. N. Coles, The chess-players week-end book (London,
Pitman& Sons, 1950) e Luiz Jean Lauand, O
xadrez na Idade Média (Perspectiva/EDUSP,
1988).
3. Uso a tradução de Lauand, op.
cit., p. 49-51.
4. Ver Murray, op. cit., p. 530-1.
5. Op.
cit., p. 530.
6. Edição brasileira:
Perspectiva, 1980.
7. The
Oxford companion to chess, p. 308.